O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) criticou, nesta sexta-feira (21), a condução das obras da Ponte Salvador-Itaparica após o Ministério Público Federal (MPF) instaurar um inquérito civil para investigar irregularidades relacionadas ao licenciamento ambiental do empreendimento.
Em publicação nas redes sociais, Neto relacionou a investigação aberta pelo MPF ao histórico do projeto e afirmou que a situação evidencia problemas de planejamento na condução da obra pelo governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
“Imagina passar quase 20 anos prometendo a Ponte Salvador-Itaparica e, quando finalmente começa a correr para transformá-la em promessa eleitoreira, mudar a finalidade da licença de um estaleiro, fracionar os licenciamentos e acabar sob investigação do MPF. Isso é Jerônimo Rodrigues: falta de planejamento, descaso com o dinheiro público, propaganda demais e entrega de menos”, afirmou o ex-prefeito de Salvador.
O inquérito instaurado pelo MPF apura o possível fracionamento indevido do licenciamento ambiental das obras do Sistema Rodoviário da Ponte Salvador-Itaparica e de suas infraestruturas de apoio.
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De acordo com as informações, a Procuradoria da República na Bahia analisa a conversão da licença ambiental do Estaleiro São Roque do Paraguaçu para uma finalidade distinta daquela originalmente aprovada no processo de licenciamento. Também está sob apuração a fragmentação do licenciamento dos canteiros de obras localizados em Maragogipe, Salvador e Vera Cruz.
A discussão em torno do fracionamento ocorre porque a avaliação ambiental de grandes projetos de infraestrutura deve considerar de forma conjunta os impactos associados ao empreendimento. Conforme o contexto do inquérito, a fragmentação do processo em diferentes licenças pode impedir uma análise global e cumulativa dos efeitos ambientais e sociais na Baía de Todos-os-Santos e no Recôncavo Baiano.
Apesar das críticas, Neto reiterou ser favorável à construção da ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica. “Eu sou a favor da ponte. O que não dá é aceitar que uma obra tão importante para a Bahia seja conduzida de qualquer jeito”, completou.








