O senador Jaques Wagner deu uma declaração polêmica durante a entrevista a Piatã FM esta semana. Questionado sobre o que mudou desde que deixou a liderança do governo Lula no Senado Federal após graves denúncias envolvendo o Banco Master, Wagner deu uma declaração que ele mesmo considerou “perigosa”.
O ex-governador da Bahia disse que o líder do governo acaba ficando “prisioneiro da cadeira”. Apesar disso, o petista relatou que “não queria” deixar a função, mas que a sua saída não trouxe maiores prejuízos, pelo contrário, pois conseguiu se dedicar mais à campanha eleitoral.
“Olha, na verdade, vou falar uma coisa aqui, até vou chamar de perigosa, porque como estamos no ano eleitoral, o líder do governo, ele fica muito prisioneiro da cadeira, porque o senador vai para lá na terça e vai embora na quinta. O líder do governo chega a ser chamado por como se fosse o ministro, porque o líder do governo quem escolhe é o presidente da República. Não mudou muita coisa, até porque nessa reta final não tem tanta coisa mais para provar. O que me deu foi mais tempo de ficar aqui para fazer a campanha, eu pude participar de tudo que é PGP, o Programa de Governo Participativo”, destacou.
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Questionado, então, se sentiu a saída, Wagner revelou: “Senti, mas eu posso dizer um negócio: eu nunca fui muito apegado a poder, não. Eu sei que poder é algo passageiro, minha relação de amizade com o Lula é excepcional, são 48 anos, ele foi o primeiro presidente do PT no Brasil, eu fui o primeiro presidente do PT na Bahia. Eu não estou falando mais do tema a pedido do meu advogado, não toque mais no tema, não. Mas não é que tomou um tombo, quem me conhece sabe meu estilo de ser, sinceramente eu ganhei mais tempo para fazer minha campanha. Se você me perguntar, você queria? Não, não queria”.








