Protestos em Paris têm confronto com a polícia, incêndios e centenas de detenções

Manifestações contra o aumento do custo de vida e a precarização dos serviços públicos provocaram confrontos entre manifestantes e forças de segurança em Paris, na França, neste sábado (17). A mobilização também atingiu outras cidades do país e está entre os episódios de maior tensão dos últimos anos. Segundo a agência Reuters, 272 pessoas haviam sido detidas em todo o território francês até o meio da tarde.
Na capital francesa, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar grupos de manifestantes, enquanto incêndios e atos de vandalismo foram registrados em diferentes pontos. Lojas e restaurantes tiveram vidraças quebradas, e objetos e veículos foram incendiados. Áreas turísticas, como a Champs-Élysées e os arredores do Arco do Triunfo, receberam reforço policial.
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Os protestos reúnem estudantes, sindicatos, trabalhadores e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos, que ganhou força na França em 2018. Entre as principais reivindicações estão a alta dos preços de alimentos e combustíveis, a desigualdade social, a falta de professores e as condições precárias em escolas públicas.
A mobilização estudantil começou em setembro, nos subúrbios ao norte de Paris, em reação à falta de profissionais e à infraestrutura inadequada das instituições de ensino. O movimento ganhou dimensão nacional após denúncias de ferimentos graves durante ações policiais contra estudantes, ampliando as críticas à atuação das forças de segurança.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que o governo não será intimidado pela violência e responsabilizou grupos extremistas e criminosos pelos episódios de depredação. O presidente Emmanuel Macron, por sua vez, pediu calma e defendeu o direito de manifestação, ressaltando que os protestos devem respeitar pessoas e propriedades.
As manifestações ocorrem em um momento de pressão econômica e instabilidade política na França, a poucos meses das eleições presidenciais previstas para 2027.



