Presidente da Câmara demite secretárias por acúmulo de empregos

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), demitiu duas funcionárias que atuavam remotamente em seu gabinete enquanto trabalhavam em outros empregos fora da Casa.

De acordo com a coluna Igor Gadelha, do site Metrópoles, as servidoras Gabriela Pagidis e Monique Magno, que atuavam desde 2024 como secretárias parlamentares do gabinete individual de Motta como deputado, foram exoneradas. O acúmulo de serviços das secretárias do gabinete de Motta havia sido revelado pelo portal Congresso em Foco, sem citar nomes.

Monique acumulava dois cargos públicos, sendo um em Brasília e outro em João Pessoa, onde atua como assistente social concursada da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Gabriela é fisioterapeuta e reside em Brasília, onde soma as funções remotas no gabinete a outro emprego na iniciativa privada.

Conforme o Portal da Transparência da Câmara, Monique ganhava salário líquido de R$ 1,6 mil por mês, mais R$ 1,8 mil em auxílios, e Gabriela R$ 8,5 mil líquidos, mais R$ 1,7 mil em auxílios.

Ainda segundo o colunista, os assessores de Motta informaram que mesmo com a prática de acumular serviços não configurando irregularidades, ele preferiu demitir as mulheres para “evitar especulação” e ataques de seus opositores.

Além disso, eles destacaram que, desde a pandemia de Covid-19, a Casa permitia o trabalho remoto, sem controle de ponto presencial.

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