O Ministério Público do Trabalho (MPT) finalizou, nesta sexta-feira(12), as investigações contra o influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente, presos desde agosto deste ano. O MP afirmou ter constatado que o casal comandou “um lucrativo esquema de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e de submissão a trabalho em condições análogas à escravidão, com dezenas de vítimas, incluindo crianças e adolescentes” e pede o pagamento de R$ 12 milhões em danos morais coletivos.
Segundo o Terra, no documento de seis páginas, o MPT detalhou como funcionava o esquema ilícito. O crime de tráfico de pessoas teria sido cometido através do aliciamento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, da cidade de Cajazeiras, na Paraíba. Segundo o ministério, o “arranjo familiar” criado por Hytalo não possui respaldo na legislação.
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“Compraram, mediante a promessa de fama instantânea, a oferta de custeio de despesas básicas de manutenção (moradia, alimentação e educação), o pagamento de ajuda financeira fixa mensal e a ocasional doação de presentes, o consentimento dos pais das vítimas, pessoas de baixa instrução, ludibriadas pela perspectiva ilusória de que seus filhos desfrutariam de segurança financeira e um padrão de vida mais confortável ao lado dos réus”, diz trecho do documento.






