O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não é e não será “colônia de ninguém” durante pronunciamento em cadeia nacional neste domingo (6), véspera do 7 de Setembro. A fala teve como foco a defesa da soberania brasileira, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos após a imposição de tarifas sobre produtos nacionais.
Sem citar diretamente o governo norte-americano, Lula afirmou que o Brasil não deve se submeter a interesses estrangeiros e defendeu a liberdade do país para definir suas relações comerciais. O presidente também destacou a importância das riquezas naturais brasileiras, como terras raras, água doce e petróleo.
Lula citou a aprovação do marco legal para minerais críticos e terras raras e afirmou que os recursos devem contribuir para o desenvolvimento tecnológico, a geração de empregos e o fortalecimento da indústria nacional. Durante o discurso, também mencionou Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, destacando a participação das três baianas nas lutas pela Independência.
O presidente ainda relacionou a independência a melhores condições de vida, com acesso à educação, saúde e emprego, além do combate à fome, à pobreza e às desigualdades. Lula também citou a Amazônia, a biodiversidade e a transição energética como estratégicas para o desenvolvimento do país.
O pronunciamento durou cerca de três minutos e quarenta segundos e foi autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte considerou que a mensagem relacionada ao 7 de Setembro possui interesse público e significado histórico e institucional, mesmo com 2026 sendo ano eleitoral.










