“Imunidade parlamentar não pode ser escudo”, diz Erika Hilton sobre caso de Eduarda Campopiano

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) comentou o caso envolvendo a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), alvo de uma ação do Ministério Público de São Paulo por uma publicação direcionada à parlamentar. A declaração foi feita durante uma roda de conversa na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), no Rio Vermelho, em Salvador.
O caso começou após Campopiano publicar, na rede social X, uma mensagem em que se referiu a Erika Hilton como “homem biológico”. O Ministério Público considera que a manifestação tem caráter transfóbico e entrou com uma ação civil pública que pede indenização de R$ 100 mil, retratação pública e participação em um curso sobre inclusão social e combate à discriminação. Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça.
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Ao comentar o caso, Erika afirmou que a imunidade parlamentar não deve proteger manifestações criminosas ou discriminatórias. “A imunidade parlamentar não pode ser um escudo para que parlamentares pratiquem crimes contra quem quer que seja: mulheres, pessoas negras, população LGBTQIA+, e assim por diante”, declarou. Ela também defendeu que pessoas responsabilizadas por manifestações de ódio tenham acesso a ações educativas para compreender os impactos de suas atitudes.
A assessoria de Campopiano afirmou à imprensa que a publicação foi uma manifestação provocativa no contexto do debate político, sem intenção de promover discriminação ou hostilidade. A defesa também informou que, até o momento do posicionamento divulgado, não havia recebido notificação formal nem tido acesso integral ao processo.



