Se tem um setor que leva transtornos e até agravamento de problemas de saúde aos usuários é o de planos de saúde. São muitas denúncias nas esferas administrativa e judicial. Para se ter uma ideia, este ano, até o mês de setembro, a Bahia possuía 1.760.195 usuários e um total de 2.207 reclamações, uma média de 123,56 reclamações a cada 100 mil beneficiários. Esse dado coloca o estado no segundo lugar do ranking nacional de queixas na Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Considerando todo o Brasil, o ranking não apresenta muita novidade em relação aos nomes. No top 10 dos planos com mais demandas na ANS estão grandes conhecidos do público, a exemplo do Unimed, Sul América, Notre Dame, Bradesco, Amil e Hapvida.
Se em nível nacional uma das maneiras de tentar resolver os problemas com planos de saúde é via ANS, a nível estadual há o trabalho dos Procons, órgãos públicos que servem para proteger os direitos dos consumidores, fiscalizar empresas e resolver conflitos entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços.
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Recorrer ao Procon após contratar um produto ou empresa de qualidade duvidosa é algo totalmente comum. No setor de planos de saúde, não é diferente. Prova disso é que em 2024 ocorreram 685 atendimentos realizados pelo Procon-BA envolvendo planos de saúde.
No ano de 2025, até o mês de outubro, os números chegaram à marca de 397, segundo dados do Sistema Proconsumidor. Convênios, autogestão e seguros saúde estão entre os setores mais relatados.
Apesar de não fornecer a quantidade de reclamações por empresa, o Procon Bahia enviou a lista dos planos de saúde mais mencionados em reclamações no órgão.
- Central Nacional Unimed Cooperativa Central
- Qualicorp Administradora de Benefícios S.A.
- Sul América Companhia de Seguro Saúde
- Hapvida Assistência Médica S.A.
- Bradesco Saúde S.A.
- Amil Assistência Médica Internacional S.A.






