O Bradesco Saúde tem sofrido sucessivas derrotas na Justiça baiana em ações relacionadas ao caso de um paciente de 25 anos com diagnóstico de obesidade mórbida e comorbidades. O Noticiário Baiano vem acompanhando o caso do jovem, que prefere não ser identificado por receio de represálias. A família acusa a empresa de negligência e de colocar a vida do rapaz em risco em decorrência de descumprimentos de decisões judiciais.
Mas, ao que parece, levar o caso até as últimas consequências na Justiça começou a surtir efeito. Em novembro, o TJBA determinou o bloqueio do valor correspondente a um mês de custeio do tratamento do paciente em clínica especializada, uma vez que o Bradesco Saúde não tem em sua rede credenciada estabelecimento do tipo solicitado pelo médico do paciente.
Após esse bloqueio, já no início de dezembro, houve nova atualização no processo: a Justiça determinou que o valor bloqueado na conta da operadora fosse transferido diretamente para a clínica responsável pelo atendimento, possibilitando o início do tratamento – que está em andamento.
O problema é que em decorrência do alto grau de obesidade do rapaz e do risco de morte, apenas um mês de tratamento não seria suficiente. Foi, então, que o magistrado responsável pelo caso determinou, na semana passada, o bloqueio do valor referente a mais dois meses de tratamento médico especializado, correspondente a janeiro e fevereiro, na conta do Bradesco Saúde.
Os familiares do jovem e a advogada que o representa, Samantha Videro, esperam que o procedimento siga o mesmo processo adotado anteriormente, com o bloqueio dos recursos e posterior a liberação para pagamento à clínica.
Em contato com a reportagem do Noticiário Baiano, Videro destacou que “mesmo após os desembargadores confirmarem a liminar e decidirem favoravelmente à medida, o Bradesco continuou desrespeitando a decisão judicial e ignorando a gravidade da situação”.
Samantha também explicou que o estado de saúde do paciente se agravou, inclusive com risco de morte.
“Enquanto isso, o quadro do paciente evoluiu de forma preocupante, agora ele apresenta hipertensão intracraniana idiopática, com perda de visão já constatada, que pode se tornar permanente, evidenciando o risco real e imediato à vida”, pontuou a advogada.
Procurado pela equipe do Noticiário Baiano para comentar o caso, o plano Bradesco Saúde limitou-se a informar que “não comenta casos levados à apreciação do Judiciário”.





