Alunos da Unijorge fazem abaixo-assinado contra aumento excessivo das mensalidades

Alunos do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), uma das maiores redes de ensino superior de Salvador, se movimentam nas redes sociais contra o reajuste feito pela rede educacional nas mensalidades.

Até o momento, um abaixo-assinado, que tem sido encaminhado em grupos de whatsapp de discentes, já conta com mais de 2.700 assinaturas. Há, também, possibilidade de outros protestos em decorrência da falta de diálogo da instituição.

Segundo relatos dos alunos, um aumento de mais de 24% foi realizado. Além do pedido pela redução do valor a ser pago, os estudantes solicitam dados quantitativos e oficiais que justifiquem o acréscimo, conforme está previsto na legislação. Também pedem uma conversa entre a direção, representantes estudantis e o corpo discente, além da suspensão preventiva do reajuste, até que tudo seja previamente analisado e discutido.

Veja, na íntegra, o abaixo-assinado feito pelos estudantes:

Nós, estudantes do Centro Universitário Jorge Amado, manifestamos nosso repúdio ao reajuste de aproximadamente 24,34% aplicado às mensalidades para o próximo período letivo.

Reconhecemos que reajustes anuais são previstos em lei, desde que devidamente justificados por planilha de custos, conforme determina a legislação que regula as anuidades escolares. No entanto, entendemos que o aumento imposto pela instituição é incompatível com a realidade econômica dos estudantes, superior à média de reajustes praticados pelo setor educacional e sem apresentação clara e acessível da planilha de custos que comprovaria tal variação.

Além disso, a lei exige que qualquer reajuste seja transparente, justificado e divulgado com antecedência mínima. Até o momento, não houve comprovação suficiente que ampare um aumento dessa magnitude.

Diante disso, solicitamos:

A revisão imediata do percentual de reajuste aplicado, adequando-o a índices reais de custo e à capacidade financeira dos estudantes.

A divulgação pública da planilha de custos que fundamenta o aumento, conforme determina a legislação.

A abertura de diálogo entre direção, representantes estudantis e corpo discente, garantindo transparência, respeito e equilíbrio na definição das mensalidades.

A suspensão do reajuste atual até que todas as informações sejam apresentadas, analisadas e discutidas com a comunidade acadêmica.

O acesso à educação não pode ser inviabilizado por reajustes desproporcionais. Lutamos por justiça, transparência e respeito ao estudante, que é parte essencial da instituição.

* Atualização às 20h45.

Em nota enviada ao Noticiário Baiano, a Unijorge justificou o reajuste aplicado às mensalidade.

“A Unijorge informa que realizou o reajuste anual das mensalidades para 2026, conforme previsto em contrato e em consonância com a legislação vigente. O percentual aplicado considera indicadores oficiais, como a variação do IPCA, além de dados do Boletim Econômico do Instituto SEMESP, que refletem a composição média de custos do setor educacional.

O reajuste varia entre os cursos, de acordo com o custo específico de cada área, respeitando a composição e a necessidade operacional de cada formação.

A atualização busca assegurar a sustentabilidade das operações essenciais da instituição e a continuidade dos serviços oferecidos, incluindo infraestrutura, tecnologia e investimentos permanentes na qualidade acadêmica.”

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