Morre Benito di Paula, ícone do samba brasileiro, aos 84 anos

O cantor e compositor Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. O artista estava em tratamento contra um câncer havia aproximadamente um ano. A morte ocorreu por volta das 20h e foi confirmada pela assessoria do músico.
Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
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Dono de um estilo marcante, Benito di Paula conquistou o público com sambas românticos e canções que atravessaram gerações. Entre os maiores sucessos da carreira estão “Retalhos de Cetim”, “Se Não For Amor”, “Mulher”, “Vai Ficar na Saudade” e “Charlie Brown”.
O sucesso nacional veio especialmente com “Retalhos de Cetim”, lançada em 1973. A música impulsionou a trajetória do artista e vendeu mais de 150 mil cópias, consolidando seu nome entre os grandes representantes da música popular brasileira.
Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito cresceu em uma família ligada à música. Filho de um músico amador que tocava piano, bandolim e violão, começou a carreira ainda jovem e, na adolescência, foi convidado a cantar no Hotel Avenida, em sua cidade natal.
O artista também dividiu projetos musicais com o filho Rodrigo Vellozo, cantor e pianista que seguiu seus passos. Em 2020, os dois lançaram o álbum “O Infalível Zen”. Benito também enfrentou a perda do filho André Vellozo, que morreu em 2019, aos 36 anos.
Em comunicado, a assessoria destacou o legado deixado pelo músico, cuja obra marcou a história do samba e da canção popular brasileira.



