Retorno dos trabalhos na Câmara reacende especulações sobre futuro político de Carlos Muniz; apresentador comenta cenário

A retomada dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Salvador, nesta segunda-feira (3), voltou a colocar o presidente da Casa, Carlos Muniz, no centro das articulações políticas para as eleições deste ano. O parlamentar foi questionado sobre declarações do secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, que afirmou recentemente que Muniz seria bem-vindo à base do governador Jerônimo Rodrigues.

Durante o programa PNotícias, da Rádio Piatã FM, o apresentador Rafael Albuquerque afirmou que o presidente da Câmara é um nome disputado pelos dois principais grupos políticos da Bahia. “É um apoio que qualquer um iria querer para a sua campanha. Neto quer para a campanha dele e Jerônimo quer para a campanha dele”, comentou.

Na análise de Rafael Albuquerque, a declaração de Adolpho Loyola faz parte de uma estratégia política para tentar atrair Carlos Muniz para a base governista. “Acho pouco provável que Muniz vá largar o grupo de ACM Neto e vá desembarcar no grupo de Jerônimo. O que Loyola está fazendo nada mais é do que aquele flerte para causar uma desestabilização no outro campo político”, afirmou.

O apresentador também avaliou que a tendência é de permanência de Carlos Muniz no grupo político ao qual o PSDB está alinhado. “Muniz deve anunciar em breve o apoio à candidatura de ACM Neto e deve permanecer no grupo do qual ele faz parte”, concluiu.

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