Após denúncia e decisão judicial, Assaí revela paradeiro dos cães comunitários que sumiram em unidades de Salvador e Lauro de Freitas

O caso envolvendo a retirada de cinco cães comunitários de unidades do Assaí Atacadista em Salvador (Vila Canária) e Lauro de Freitas ganhou novos desdobramentos. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) determinou que a empresa apresentasse, em até 12 horas, informações detalhadas sobre o paradeiro e o estado de saúde dos animais conhecidos como Caramelo, Lora, Negão e duas cadelas chamadas Pretinha, que teriam sido levados para um abrigo em Aracaju, em Sergipe.

A decisão ocorreu após questionamentos sobre a forma como os cães foram retirados das lojas e a falta de transparência sobre o destino deles. Diante da ausência de resposta inicial da empresa, a Justiça aumentou a multa diária para R$ 10 mil, limitada a R$ 80 mil em caso de descumprimento.

Em nota enviada ao Noticiário Baiano, o Assaí afirmou que a transferência ocorreu após registros de comportamentos que exigiram atenção especializada, incluindo um episódio de ataque a um cliente que resultou em notificação do Ministério Público da Bahia. A empresa também alegou que a presença dos animais em áreas internas da loja e no estacionamento estaria em desacordo com normas sanitárias.

Segundo o grupo, antes do encaminhamento, os cães foram vacinados e passaram por avaliação médico-veterinária. O Assaí informou ainda que buscou apoio de organizações de proteção animal e que a Associação Defensora dos Animais São Francisco de Assis (ADASFA), em Aracaju, se prontificou a recebê-los, mantendo apoio à entidade por meio de doações de ração.

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