Salvamar já registra quase 80 casos de resgate em 2026

As praias de Salvador estão entre os principais destinos procurados neste início de ano. Em contrapartida, somente em 2026, já foram registrados 80 resgates por afogamento nas praias da capital baiana. O levantamento é da Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop).

Em Camaçari, entre dezembro e os primeiros dias de janeiro, foram registrados 116 casos de afogamento. No período, foram contabilizadas três mortes, 260 ações de prevenção e três ocorrências envolvendo crianças perdidas, que posteriormente foram devolvidas aos responsáveis legais.

Somente nos quatro primeiros dias do ano, em Salvador, 57 ocorrências foram registradas, além de 24 pessoas perdidas nas praias. E mais 20 casos de resgate no mar foram notificados da última segunda-feira (5) até esta sexta-feira (9).

O número chama a atenção, por ser mais do que o dobro dos casos de resgate registrados durante todo o mês de janeiro de 2025, quando a autarquia contabilizou 34 ocorrências.

“Esse foi um número grande de ocorrências durante o início do ano, mas a gente entende que com essa onda de calor que tivemos, as pessoas acabaram procurando realmente a praia”, afirma o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas.

O coordenador destaca a importância da população procurar praias que tenham salva-vidas. “A equipe está atuando em todos os momentos, trabalhando nos postos, com rodas intensivas e ostensivas também, dando total segurança à população de Salvador”, diz.

A Salvamar também realiza a distribuição de pulseiras de identificação nas praias para crianças, especialmente em Piatã. “A gente pede que os banhistas procurem salva-vidas nos postos para que solicitem as pulseiras e coloquem nos seus filhos”, completa o coordenador.

Dicas 

Com atuação nas praias há três anos e meio, o salva-vidas Pedro Henrique Nascimento, 45 anos, dá conselhos para banhistas em um perfil nas redes sociais (@segueosalva). Algumas das dicas são ficar perto de um posto de salva-vidas, verificar se a estrutura está ativa e perguntar qual o melhor local para banho ao salva-vidas presente. “Se não tiver salva-vidas, indico procurar algum barraqueiro e pedir indicação, pois eles estão todos os dias na praia e podem sugerir locais menos perigosos”, afirma Nascimento.

O salva-vidas também orienta nunca entrar no mar em frente a uma bandeira vermelha, que significa alto risco (perigo). “Uma coisa importante é: se não sabe nadar, água no joelho está perfeito. Se sabe nadar, no máximo água na cintura. Como dizemos: ‘Água no umbigo, sinal de perigo’. Se ingerir bebida alcoólica, evitar o banho de mar. E prestar atenção às crianças, não deixar sozinhas. De acordo com as regras internacionais de Salvamento Aquático, a distância correta de uma criança para o responsável é de um braço”, diz.

Confira os últimos destaques do dia

O profissional conta que as dicas auxiliam no trabalho dos salva-vidas. “É um trabalho de formiguinha, mas acredito que, se uma pessoa levar a informação adiante, outras pessoas também vão se informar, disseminando esse conteúdo”, aponta.

A Salvamar dispõe de agentes, distribuídos em postos ao longo de 28 quilômetros de orla e outros quatro postos móveis, que atuam diariamente e servem também a eventos da cidade.

Contatos 

Em caso de emergência, além do contato direto com os profissionais nas praias, o serviço pode ser acionado através do número (71) 3202-4970. Já nas praias fora do trecho Jardim de Alah-Ipitanga, o contato deverá ser feito com o Grupamento Marítimo (Gmar), do Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

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