Vídeo: vereador Sandro Filho é acusado de indicar esposa para empresa ligada à prefeitura de Salvador

O vereador Sandro Filho (PP) vai ter que dar uma explicação às pessoas que estão cobrando nas redes sociais um posicionamento acerca de uma denúncia que aponta que sua esposa, Marina, foi indicada para trabalhar e uma empresa terceirizada, prestadora de serviço da Prefeitura de Salvador, com salário de R$ 20 mil, segundo o site BNews.

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A acusação é feita pelo reverendo Roberto Monteiro, conhecido como “Roberto Pé na Porta”. Monteiro afirma também que o vereador, uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL) na Bahia e eleito com foco em pautas conservadoras e de anticorrupção, negligencia de forma deliberada a fiscalização do Hospital Público Veterinário Municipal.

“Vale a pena você e sua esposa receberem R$ 50 mil para, ao invés de fiscalizar, fechar os olhos? Que coisa feia. O povo elegeu você, Sandro Filho. O vereador recebe R$ 26 mil, a esposa recebe R$ 20 mil. Ele foi eleito dentro de Salvador para fiscalizar e cuidar das pessoas do município. […] Ele é um vereador de vídeo. Você está pagando para ele postar um vídeo nas redes sociais todo mês”, criticou o reverendo em vídeo publicado no Instagram.

Em meio a essa acusação que, caso confirmada, caracteriza, no mínimo, incoerência com o que o vereador diz em público, Sandro Filho tem outro problema para administrar. Isso porque seu chefe de gabinete, Andrei Castro, rompeu com ele e com o MBL e expôs as discordâncias nas redes sociais.
“Pedi minha exoneração do gabinete por discordâncias ideológicas com Sandro Filho e por diferenças na gestão de pessoal e na administração financeira do gabinete. Como chefe de gabinete, a partir do momento em que eu tenho essas discordâncias e não sigo mais o que ele determina […] não há como eu permanecer no cargo. Sandro é uma grande liderança do MBL na Bahia, e, a partir do momento em que duas lideranças têm uma discordância desse nível, é impossível coexistir no mesmo movimento. […] Nem todo mundo se sente satisfeito em permanecer em um lugar apenas por conta do salário. Não adiantava me pagar R$ 14 mil. O posicionamento seria o mesmo”, destacou.

O que dizem os citados

A assessoria do vereador foi procurada pela reportagem do BNews, mas optou por ficar em silêncio. Se limitou a informar que “não comentará acusações feitas por quem quer que seja” e que “os autores de manifestações inverídicas deverão prová-las na Justiça”.

O MBL Bahia, por sua vez, informou que “quanto à saída do chefe de gabinete, Sandro esclarece que a decisão foi tomada pelo ex-integrante do gabinete e comunicada à equipe na madrugada de sexta-feira”. A prefeitura de Salvador não se manifestou sobre o caso.

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