A Operação Forja Clandestina foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) para desarticular uma organização criminosa responsável pela fabricação clandestina de armas de fogo. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, sob coordenação do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).
As investigações apontam que o grupo produzia armamento de forma artesanal para abastecer a facção criminosa conhecida como Bonde do Maluco (BDM), com atuação em Salvador e em municípios do interior do estado. O núcleo criminoso era bem estruturado e atuava exclusivamente na fabricação irregular de armas de fogo, representando uma ameaça direta à segurança pública.
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A Justiça expediu três mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão. Até o momento, duas pessoas foram presas, entre elas o principal alvo da operação. As diligências seguem em andamento para localizar o terceiro investigado, que permanece foragido.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis apreenderam uma espingarda calibre 12 de fabricação artesanal, além de dois tabletes de substância análoga à maconha, reforçando o envolvimento do grupo com outros crimes associados à criminalidade organizada.
As apurações tiveram início a partir de denúncias recebidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), unidade vinculada ao DEIC. As informações indicavam que três investigados, moradores do bairro de São Cristóvão, estariam adquirindo com frequência réplicas de armas de airsoft, além de insumos balísticos e peças metálicas utilizadas na conversão para armas de fogo.
As compras eram realizadas em grande escala por meio de plataformas digitais. Um dos investigados adquiriu cerca de 87 réplicas, outro aproximadamente 30 unidades, e uma terceira suspeita mais de 50, além de acessórios compatíveis com calibres de uso restrito, como o 9mm.
Segundo a Polícia Civil, os investigados possuíam conhecimento técnico para a fabricação artesanal de armas de fogo. Essa capacidade foi confirmada pela existência de serralherias registradas em nome de dois dos alvos e pela apreensão de ferramentas utilizadas na usinagem e montagem de sistemas de disparo.
As investigações também apontam que o grupo mantinha ligação direta com integrantes do Bonde do Maluco, fornecendo armas utilizadas em diversos crimes, como homicídios e roubos qualificados.
A Polícia Civil destaca que a operação representa um golpe significativo contra a estrutura armada da facção e reforça o compromisso do DEIC no combate ao crime organizado na Bahia.






