Uma denúncia do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA) aponta que profissionais que atuam em unidades vinculadas ao governo estadual estão há pelo menos três meses sem receber salário. Na quinta-feira (27), em publicação nas redes sociais, a presidente do sindicato, Rita Virgínia, classificou a situação como uma “síndrome de final de ano”.
Segundo ela, há exploração do trabalho médico no Hospital Regional do Cacau, em Ilhéus, e no Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas. A presidente afirma que os vínculos precários existentes nessas unidades resultam na falta de direitos, como férias, décimo terceiro e auxílio-doença. De acordo com a dirigente, esse cenário é consequência da ausência de concursos públicos para a área no estado.
A presidente também aponta a “síndrome de final de ano”, com atrasos de salários de forma corriqueira, de dois até três meses, além do ajuste financeiro fiscal pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Segundo a sindicalista, esse ajuste gera um atraso de mais um mês.
“Então o que a gente quer dizer aqui, para o gestor, é que os médicos não têm nada a ver com esse arranjo contábil fiscal. Os médicos trabalham, têm que receber o que merecem, ao que têm direito. Porque têm contas a pagar, eles precisam sobreviver, têm família”, declarou a dirigente em publicação nas redes sociais.
A presidente repudiou a situação. “Repudiamos essa tática de final de ano, quando esperar mais tempo do que o que vem sendo habitualmente já é errado. Então, Sesab, organize as suas finanças e pague aos médicos em dia corretamente e contrate-os por CLT, faça concursos ao invés de ficar com essa situação todas as vezes. Eu estou falando de dois hospitais, mas isso acontece em várias unidades.”

Em Salvador, uma denúncia também foi registrada na Unidade de Pronto Atendimento do bairro do Cabula pelo mesmo motivo, pelo vice-presidente do sindicato, Yuri Serafim.
Em nota, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) informa que iniciou, desde ontem, o pagamento dos honorários dos profissionais referentes ao mês de agosto, como parte do processo de regularização dos fluxos financeiros relacionados à gestão da UPA Cabula. Já os meses de setembro e outubro seguem em trâmite dentro do fluxo regular de análise e liberação.
A reportagem do Noticiário Baiano entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.






