Tarcísio cresce e reduz vantagem de Lula na corrida presidencial de 2026, diz pesquisa

A disputa eleitoral de 2026 pela Presidência da República segue acirrada, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diminuindo a distância em relação ao presidente Lula (PT). É o que indica o levantamento da AtlasIntel, realizado para a Bloomberg News e divulgado nesta terça-feira (2). Os números mostram um cenário de disputa cada vez mais apertada, apesar de o ex-presidente Jair Bolsonaro estar preso há pouco mais de uma semana.

Na simulação de segundo turno entre os dois principais nomes, Lula que tenta seu quarto mandato, aparece com 49% das intenções de voto, contra 47% de Tarcísio. A diferença de apenas dois pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, de mais ou menos 1 ponto percentual.

Ex-ministro de Bolsonaro e bem avaliado pelo mercado financeiro, Tarcísio se consolida como o principal nome da direita. A busca por um sucessor ganhou força após a prisão do ex-presidente por tentativa de golpe. Na semana passada, o governador afirmou que a definição do candidato da ala bolsonarista deve ocorrer no início de 2026.

Nas declarações recentes, Tarcísio tem intensificado críticas à gestão econômica de Lula. Defende que uma eventual mudança de governo “libertaria a economia”, atrairia mais investimentos e ajudaria a controlar inflação e juros. 

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Apesar do crescimento nas pesquisas, mantém cautela para não se distanciar da base bolsonarista e reafirma que seu foco principal continua sendo a reeleição ao governo paulista. Para ele, mesmo impedido de disputar eleições até 2030, Bolsonaro seguirá tendo papel central na articulação da direita.

O levantamento também expõe uma divisão interna no campo conservador. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro surge praticamente empatada com Tarcísio entre os eleitores de direita, especialmente entre mulheres, evangélicos e a base fiel do ex-presidente. Entretanto, Bolsonaro se recusa a declarar apoio a um substituto, insistindo que pretende ser candidato novamente, o que trava a reorganização do bloco.

Do lado governista, a pesquisa mostra queda na aprovação de Lula. Depois de um breve pico em julho, atribuído ao clima nacionalista durante o embate com os EUA por tarifas punitivas, em tentativa frustrada de favorecer Bolsonaro, o índice recuou. Em outubro, o presidente registrava pouco mais de 51% de aprovação; em novembro, esse percentual caiu para cerca de 49%.

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