Semur registra mais de 10 mil atendimentos a quilombolas e cadastra 1.325 terreiros em Salvador

A Secretaria Municipal da Reparação (Semur) registrou 10.387 atendimentos à população quilombola e cadastrou 1.325 terreiros em Salvador. Os dados integram os indicadores do Planejamento Estratégico 2025–2028 da Prefeitura, atualizados até agosto deste ano. No mesmo período, 10.202 servidores municipais foram capacitados pelo Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI).
Na área de diversidade no mercado de trabalho, o Selo da Diversidade Étnico-Racial contabiliza 205 empresas e instituições certificadas e cerca de 10,5 mil colaboradores sensibilizados sobre racismo, inclusão e igualdade racial. A iniciativa reconhece organizações comprometidas com o enfrentamento à discriminação e tem validade anual.
Confira os principais destaques do dia!
Segundo a secretária municipal da Reparação, Isaura Genoveva, a participação da população é fundamental para o desenvolvimento das políticas públicas. “Fazer reparação é aproximar o poder público da população soteropolitana e entregar políticas públicas que cumpram seu papel de melhorar a vida do povo”, afirmou.
A atuação da Semur também inclui o cadastramento de terreiros por meio do Programa Baobá, que facilita o encaminhamento de demandas e o acesso a políticas públicas, como isenção tributária, regularização fundiária e melhorias estruturais. A secretaria ainda participa do projeto Viver Salvador Terreiros, que leva serviços de saúde, assistência social, empregabilidade, qualificação profissional e cultura às comunidades religiosas de matriz africana.
Entre as iniciativas voltadas à população quilombola está a Casa do Estudante Quilombola, localizada no Canela, próxima à Universidade Federal da Bahia (Ufba). Inaugurada em 2022, a residência tem capacidade para acolher até 40 estudantes da Ilha de Maré matriculados em instituições de ensino superior de Salvador, oferecendo estrutura para estudo, convivência e moradia.



