Sargento da reserva suspeito de aliciar sexualmente crianças na Bahia volta a ser preso

O sargento da reserva da Polícia Militar da Bahia, que atuava como professor e que foi preso em junho de 2025, voltou a ser custodiado na terça-feira (13), em Salvador, após operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ele é investigado por aliciar crianças e adolescentes em troca de auxílios assistenciais.

De acordo o MP-BA, a prisão de Nivaldo Guedes ocorreu após a Justiça acolher um pedido liminar feito pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública do órgão (Geosp). Ele estava solto por causa de uma determinação judicial.

Segundo uma reportagem do G1 Bahia, o suspeito era servidor municipal e trabalhava como professor e tutor em escolas de Teodoro Sampaio. De acordo com a polícia, ele se valia da condição de professor e policial para aliciar crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, em vulnerabilidade social. As intenções sexuais eram feitas mediante a oferta de auxílios assistenciais.

Em junho do ano passado, além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra o sargento e contra um segundo investigado, que é suspeito de auxiliar o suspeito a ocultar provas dos crimes. Ainda de acordo com a reportagem, foram apreendidos celulares e outros eletrônicos. Não há informações sobre a quantidade de vítimas, nem sobre os valores oferecidos pelo suspeito.

O MP-BA informou que as investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração das responsabilidades penais e assegurar a proteção integral das vítimas.

Confira os últimos destaques do dia

Denúncias de abuso e exploração sexual podem ser registradas pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, e ao Ministério Público da Bahia, por meio do Disque 127, das Promotorias de Justiça, ou pelo site.

O MP-BA também alerta sobre a necessidade dos pais e responsáveis pelos cuidados com crianças e adolescentes estarem atentos a quaisquer sinais de alteração de comportamento e humor dos infantes, acompanhando as suas interações sociais, acionando as autoridades e a rede de proteção, em caso de identificação de práticas suspeitas de violência infantojuvenil, inclusive em ambientes virtuais.

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