Salvador ganha novo parklet no Rio Vermelho e Prefeitura quer ampliar modelo na cidade

Um novo espaço de convivência e lazer passou a integrar a paisagem do Rio Vermelho. Foi entregue, na Rua da Paciência, em frente ao restaurante NOI, um parklet, estrutura montada sobre uma vaga de estacionamento que funciona como extensão da calçada. O local conta com bancos e mesas e, embora esteja instalado em frente a um estabelecimento comercial, pode ser utilizado por qualquer morador da cidade, turista ou cliente.

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Essas estruturas são comuns em grandes centros urbanos, sobretudo em São Paulo e em cidades dos Estados Unidos, com a proposta de ocupar os espaços públicos, reduzir a presença de veículos e fortalecer o comércio local. Em Salvador, a instalação é regulamentada por decreto municipal. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas, incluindo estabelecimentos comerciais, podem solicitar a implantação junto à Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal (Secis). Os custos ficam sob responsabilidade do solicitante.

De acordo com Ivan Euler, titular da Secis, a solicitação é analisada pela própria pasta e também pela Transalvador, que avalia o impacto no trânsito. Caso aprovado, o pedido é publicado no Diário Oficial. A vizinhança, então, tem um prazo de 30 dias para se manifestar. Embora o solicitante arque com a implantação do parklet, não há cobrança pelo uso da área pública.

“Trata-se de um espaço público acessível a qualquer pessoa. Nesse caso, há uma parceria com o estabelecimento comercial, em que o setor privado instala o equipamento, mas a área continua sendo pública e de uso coletivo. Com isso, substitui-se uma vaga de estacionamento, reduzindo o espaço destinado aos carros e incentivando a ocupação pelas pessoas. É uma mudança positiva: o espaço antes ocupado por um veículo passa a ser utilizado como área de convivência”, explica o secretário.

Ronaldo Marcola está à frente do restaurante de comida italiana NOI, inaugurado há cerca de um ano. Foi ele quem fez o pedido de instalação do parklet. Natural da cidade de São Paulo, ele diz que as estruturas são comuns na capital paulista, sobretudo no bairro da Bela Vista. O empresário e chef espera que o novo parklet no Rio Vermelho se torne um ponto de encontro entre moradores e turistas.

“Não pensei em fazer algo só para mim. Aqui ao lado, por exemplo, tem uma sorveteria, e o pessoal costuma sentar na calçada, principalmente aos domingos. Então pensei em um espaço que pudesse ser usado por todos, não apenas pelos clientes do restaurante. É muito importante ter um espaço público que qualquer pessoa possa usar, em um ambiente agradável, de frente para a praia, onde dá para sentar e apreciar a paisagem”, comenta.

Atualmente, a capital baiana conta com outras duas estruturas desse tipo na cidade, mas a expectativa da gestão municipal é ampliar esse número. O primeiro parklet foi instalado em 2016, na Rua Frederico Simões, no Caminho das Árvores.

“O parklet contribui para a sustentabilidade, para a população em geral e para o comércio local. Funciona como uma extensão do estabelecimento, mas permanece público, não é privado. Não pode proibir ninguém de sentar nem restringir o uso. Ainda assim, o responsável pode usufruir do espaço, já que foi ele quem investiu”, completa Euler.

A implantação da estrutura segue algumas regras. Os parklets não podem ser instalados em esquinas, a menos de 15 metros de cruzamentos, nem em frente a pontos de ônibus, faixas de pedestres, acessos para pessoas com deficiência ou equipamentos públicos. Também é proibida a instalação em locais que eliminem vagas especiais, como as destinadas a idosos e PCD, ou em vias com condições inadequadas de tráfego.

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