O ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes, 64 anos, foi executado a tiros em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na noite de segunda-feira (15). Ele ficou conhecido por enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que o considerava como um dos seus maiores inimigos.
Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver o momento em que o carro, que era conduzido pelo agente e estava em alta velocidade, é atingido por um ônibus. Na sequência, homens descem de outro automóvel e disparam contra o carro de Ferraz.
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Quando iniciou a carreira, no interior de São Paulo, ele trabalhou no Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e Departamento de Narcóticos (Denarc), até chegar à 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a partir daí deu início às investigações nas atividades do PCC.
Na época, começo dos anos 2000, a facção não era tão conhecida e ainda tinha a existência negada oficialmente por autoridades do governo estadual. Depois de seis anos, bases policiais, órgãos de governo, postos de gasolina e comércios passaram a sofrer uma série de ataques, todos organizados pela facção criminosa em uma tentativa de demonstrar força no enfrentamento ao poder público.
“Um dos melhores Delegados-Gerais que conheci, Ruy foi executado covardemente hoje por criminosos, após uma trajetória marcada pelo combate firme e incessante ao PCC, impondo enormes prejuízos ao crime organizado”, disse Raquel Kobashi Gallinati Lombardi, diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil), declaração que destaca o trabalho investigativo de Fontes para desarticular o PCC.
Entretanto, a atividade de combate colocou um alvo em suas próprias costas. Ele foi jurado de morte por Marcola, apontado como líder máximo do PCC, em 2019, depois da transferência dele para o sistema penitenciário federal.






