Representantes do setor produtivo se reuniram, nesta segunda-feira (11), para discutir o avanço da PEC que diminui a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1, atualmente instaurada no Brasil.
O encontro ocorreu na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB), no Comércio, e contou com a presença do deputado federal Léo Prates (Republicanos), relator da proposta na comissão especial da Câmara.
Os departamentos presentes foram o varejo, comércio, construção civil, indústria, shopping centers e alimentação. Na conversa, os representantes defenderam a manutenção da escala 6×1 e alertaram para possíveis consequências da redução da jornada de trabalho sem análise técnica aprofundada dos efeitos econômicos da medida.
Foram apresentados cinco pontos no debate: a separação entre jornada e escala; a necessidade de transição gradual; o reconhecimento das diferenças entre os setores econômicos; a preservação da negociação coletiva; e a criação de mecanismos de compensação econômica, especialmente por meio da desoneração da folha.
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Na opinião dos representantes que estavam presentes, a discussão não tratou apenas da escala e passou a debater também uma mudança estrutura na carga horária semanal com impactos diretos sobre custos, preços, competitividade e poder de compra da população.
Isabele Suarez, presidente da ACB, destacou que o setor produtivo tem enfrentado obstáculos para ampliar o entendimento da sociedade sobre o assunto e criticou a forma como o tema vem sendo apresentado.
“Nossa economia é heterogênea e composta, em grande parte, por pequenos e micro empresários que não conseguem absorver um aumento de 20% nos seus custos. O setor produtivo pede responsabilidade e tempo para que essa discussão aconteça de forma técnica, sem transformar um tema tão sério em palanque eleitoral”, afirmou.
Milton Barbosa Lima, representante da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), alertou para os efeitos da medida sobre a produtividade e o ambiente econômico nacional.
“O Brasil precisa discutir produtividade, competitividade e custo Brasil. Uma mudança como essa, da forma como está sendo colocada, pode gerar menos produtividade, perda de competitividade e até demissões. A indústria está muito atenta a esse debate porque os impactos serão sentidos por todos os setores”, afirmou.
Por outro lado, Léo Prates, destacou a importância de ouvir os diferentes segmentos econômicos antes da conclusão do parecer.
“Esse é um debate que impacta diretamente o setor produtivo, os trabalhadores e o futuro das relações de trabalho no Brasil. Nosso objetivo aqui é ouvir, dialogar e construir caminhos com responsabilidade e equilíbrio”, afirmou.








