A construção de um legado social para Salvador e o fortalecimento do futebol feminino estiveram no centro do debate promovido pela Prefeitura de Salvador, nesta terça-feira (4), sobre a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027. O encontro reuniu a vice-prefeita e coordenadora do Grupo de Trabalho da Copa, Ana Paula Matos, representantes de clubes, da Federação Bahiana de Futebol (FBF), da Arena Fonte Nova e profissionais ligados ao esporte para discutir ações voltadas à inclusão, ao desenvolvimento e ao protagonismo feminino por meio do futebol.
Para a vice-prefeita Ana Paula Matos, a cidade deve aproveitar a realização da competição para construir um legado que vá além dos jogos, com impacto social e participação da comunidade. “A gente não consegue mudar tudo de uma vez, mas consegue conquistar passo a passo. Esta Copa, para mim, é uma Copa Social, uma Copa de gênero, onde envolvemos a comunidade e as mulheres”, afirmou.
Ana Paula destacou ainda que o objetivo é fazer com que a população reconheça os impactos positivos do Mundial para a cidade. “Quero que o baiano e a baiana olhem para trás e pensem: ‘A Copa deixou um legado’. O olhar do mundo estará voltado para Salvador, e queremos que isso faça reverberar a paixão do nosso povo pelo futebol feminino”, disse.
Confira os principais destaques do dia!
Construção do legado – Outro ponto destacado durante o encontro foi a necessidade de construir políticas públicas a partir do diálogo entre o poder público, especialistas e representantes do esporte. Segundo o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Tinoco, ouvir diferentes segmentos é fundamental para que as ações atendam às expectativas da população. “Nosso objetivo é ouvir os especialistas e entender de que forma conseguimos aplicar políticas públicas de maneira assertiva, contemplando sempre as expectativas da população e trazendo experiências que fortaleçam essas ações”, afirmou.
A diretora de Competições da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Taíse Galvão, reforçou que o principal diferencial da candidatura de Salvador está justamente na proposta de construir uma Copa voltada para o impacto social. “O pensamento é fazer uma Copa diferente, com inclusão, pensando não apenas no que vai acontecer dentro de campo, mas em tudo o que ficará para a cidade após a competição”, reforçou.
Segundo ela, esse legado passa, necessariamente, pelo fortalecimento das categorias de base: “É a partir da iniciação, das categorias de base, que conseguimos construir esse legado. Este momento da Copa nos permite olhar de forma diferente para o futebol feminino e pensar em tudo o que podemos deixar para o futuro”.
Novas gerações – O incentivo à participação feminina no esporte desde a infância também foi apontado como um dos principais caminhos para ampliar a presença das mulheres no futebol. Representando o Esporte Clube Vitória, a coordenadora administrativa do futebol feminino, Maniele Gleize Pinto, destacou que a realização do Mundial poderá inspirar uma nova geração de atletas.
“É um grande evento, que traz pessoas do mundo inteiro para conhecer Salvador. Muitas meninas vão enxergar que esse sonho é possível, porque irão mostrar atletas com histórias parecidas com as delas. Sem dúvida, isso vai aumentar o número de praticantes do futebol feminino”, afirmou.
Representando o Esporte Clube Bahia, o diretor de Operações e Relações Institucionais, Vitor Ferraz, e a gerente de futebol feminino, Carol Melo, defenderam que esse incentivo deve começar ainda nas categorias de base. “Temos que dar os primeiros passos hoje para colher lá na frente. O menino sempre pode sonhar em ser o que quiser, enquanto a menina ainda encontra limites impostos pela sociedade. Precisamos incentivar desde pequenas, para que tenhamos mais atletas, torcedoras, gestoras e mulheres ocupando diversas funções dentro do futebol. Assim, isso passa a ser algo natural”, afirmou Carol Melo.








