A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até às 20h34 desta sexta-feira (22) para se manifestar sobre os descumprimentos de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o risco de fuga apontado pela Polícia Federal. O prazo foi definido por Alexandre de Moraes na quarta-feira (20).
Na decisão, o ministro do STF destacou a reiteração de condutas ilícitas atribuídas ao ex-presidente e o “comprovado risco de fuga” relatado pela PF, que citou um rascunho de pedido de asilo político na Argentina. O documento, de fevereiro do ano passado, foi feito dias depois da operação de busca e apreensão contra o ex-presidente.
“Os elementos de prova obtidos pela Polícia Federal indicam que Jair Messias Bolsonaro tinha posse de documento destinado a possibilitar sua evasão do território nacional”, escreveu Moraes.
A PF também identificou que em fevereiro do ano passado, o general Braga Netto entrou em contato com Bolsonaro por meio de mensagem de texto. Eles são réus por tentativa de golpe de Estado e estavam proibidos de manter contato. “Estou com este numero pré-pago para qualquer emergência. Não tem zap. Somente face time. Abs Braga Netto”, escreveu o ex-ministro.
A análise do celular e Bolsonaro revelou violações à medida cautelar que proibia o uso das redes sociais, incluindo o compartilhamento de vídeos relacionados às sanções impostas pelos EUA ao ministro Alexandre de Moraes. A PF ainda expôs diálogos entre o ex-presidente e o advogado norte-americano Martin de Luca, que representa a Trump Media & Technology Group e da plataforma Rumble, que ajuizou ações contra Moraes nos Estados Unidos alegando censura.






