Entre os 350 alvos da Operação Carbono Oculto, que foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (28), pelo menos 48 endereços eram localizados na região da avenida Faria Lima, local que é referência do setor financeiro no Brasil. A ação apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) que supostamente envolve empresas de pagamento, corretoras e fundos de investimento. Uma das maiores gestoras independentes do país e listada na B3, a Reag Investimentos, está entre as suspeitas de fazer parte do esquema.
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Conforme a PF, cerca de 40 fundos de investimentos estariam envolvidos na lavagem de dinheiro da organização criminosa. Outra instituição que recebeu a visita dos agentes foi a BK Bank, empresa que movimentou quase R$18 bilhões em operações suspeitas. Ao todo, a Receita Federal avalia que o PCC tenha sonegado cerca de R$2 bilhões em impostos federais. Já a gestão do estado paulista solicitou o bloqueio de R$7,7 bilhões dos envolvidos por sonegação de impostos estaduais, na Justiça.
Além da Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público Federal, por meio do Gaeco, Polícias Civil e Militar, a Secretaria da Fazenda e o Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP) fazem parte da força-tarefa.
Conforme a PF, as transações eram realizadas por meio de fintechs, em vez de bancos tradicionais, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores movimentados. “Por fim, o lucro auferido e os recursos lavados do crime eram blindados em fundos de investimentos com diversas camadas de ocultação de forma a tentar impedir a identificação dos reais beneficiários.”, informaram, por meio de nota.





