Mais um caso revela o alto índice de violência registrada na Bahia contra pessoas LGBTQIA+. Uma mulher trans foi encontrada morta, na manhã deste domingo (21), na Estrada da Boiadeira, localizada na zona rural do município de Santo Estêvão, no interior da Bahia. Vítima foi encontrada com mãos amarradas e marcas de tiros na cabeça.
Segundo a Polícia Civil da Bahia (PCBA), a mulher trans foi identificada como Paulinha do Paraguaçu e estava sentada, encostada em uma cerca, com as mãos e a boca amarradas. Além de marcas de tiros foram identificadas na cabeça, nos braços, no tórax e em uma das pernas.
Paulinha usava um vestido vermelho e tamancos pretos no momento em que foi encontrada. Segundo a CNN Brasil, o Departamento de Polícia Técnica realizaram a perícia no local, onde foram encontradas cápsulas de munição espalhadas pela estrada.
O corpo da vítima foi removido para exames complementares, e guias periciais já foram expedidas para dar andamento às investigações. A Delegacia Territorial de Santo Estêvão conduz o caso, com apoio da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana.
Questionada pela CNN Brasil, a polícia informou que, até o momento, não há informações sobre motivação nem suspeitos. Diligências continuam em andamento para esclarecer a autoria e as circunstâncias do crime.
Bahia no Topo da Violência
O estado da Bahia ocupa o segundo lugar com maior índice de violência contra pessoas LGBTQIA+ no Brasil. É o que revela o mais recente levantamento anual do Observatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil, produzido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Salvador lidera o ranking entre as capitais brasileiras

Os dados mostram que a Bahia registrou, apenas em 2024, 31 mortes no estado. Já o Brasil registrou 291 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+. No ranking nacional, São Paulo aparece no topo, com 53 mortes, seguido pela Bahia, com 31, e Mato Grosso, com 24.






