Não pegou nada bem a aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC da Blindagem, que permite que deputados e senadores barrem a prisão de colegas, em votação secreta. Diante do insatisfação de parte da sociedade brasileira – que deu origem a diversas manifestações neste domingo (21), alguns políticos resolveram voltar atrás na opinião.
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Mesmo que não possam mudar seus votos, alguns deputados federais decidiram gravar discursos de arrependimentos. Esse foi o caso do baiano Mário Negromonte Jr. (PP). Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o presidente do PP baiano afirmou que foi pego de surpresa com a mudança do texto no dia da votação.
“Votamos agora essa semana e eu fui muito convicto e tranquilo que estava fazendo a coisa certa, mas logo depois da votação, me senti como se tivesse passado por um golpe porque o projeto foi todo alterado”, disse. parlamentar, inclusive, denominou o projeto de “PEC da Bandidagem” e disse que não deve ser aprovado no Senado.
“Os bons políticos precisam estar na política e os maus precisam sair […] os bandidos não podem entrar na política. Eu queria deixar esse registro muito claro da minha posição por que, logo em seguida, eu cotei contra a anistia, pois quem deve tem que pagar e tem que cumprir e servir do rigor da lei”, destacou.
Na postagem, o parlamentar recebeu diversas mensagens de apoio, porém também teve muitas críticas. Manno Góes, empresário, cantor e compositor, escreveu: “Oi, querido. Quem vai querer confiar mais em você? Boa sorte.
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Outro internauta reclamou de um comentário seu que teria sido excluído: “Vou ter que postar meu comentário novamente, porque o outro foi excluído por alguém que administra o perfil. Muito estranho essa síndrome coletiva do “parlamentar arrependido” surgir logo após as manifestações populares contrárias as posições de um Congresso sem vergonha. Deputado não pode errar o voto, muito menos se equivocar. A mera qualidade do seu serviço público depende disso”.
“Perdeu o meu voto e o de muitos baianos”, disparou outro seguidor. “Depois da repercussão negativa, todo mundo tá dizendo que foi enganado. Meu voto vc não tem mais. #congressoinimigodopovo”, comentou outro.

PEC da Blindagem
A referida PEC permite que deputados e senadores barrem a prisão de colegas, em votação secreta. Defensores da medida dizem que a proposta é uma reação ao que chamam de abuso de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e que as medidas restabelecem prerrogativas originais previstas na Constituição de 1988, mas que foram mudadas posteriormente. No caso de prisão por crime inafiançável, é necessário manifestação, em 24 horas, da Câmara ou do Senado, por votação secreta. A Casa poderá suspender a prisão com maioria simples que, diferentemente da maioria absoluta, requer a maioria dos parlamentares presentes na sessão e não do total.






