Maioria dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1, mas temem impactos econômicos, aponta pesquisa

O debate sobre o fim da escala 6×1 segue dividindo opiniões no Brasil. Embora a maioria da população se mostre favorável à redução da jornada de trabalho, uma nova pesquisa da AtlasIntel em parceria com o jornal A TARDE aponta que boa parte dos brasileiros ainda teme os possíveis impactos econômicos da medida, principalmente em relação ao aumento de preços, desemprego e dificuldades para empresas que dependem de funcionamento contínuo.

De acordo com o levantamento, 56,2% dos entrevistados disseram apoiar o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias para folgar apenas um. Outros 33,4% afirmaram ser contra a mudança, enquanto 10,4% responderam que ainda não sabem opinar sobre o tema.

Apesar da maioria favorável, a pesquisa mostra um cenário de cautela quando o assunto é o impacto econômico da proposta. Os entrevistados também foram questionados sobre a possibilidade de a redução da jornada provocar perda do poder de compra, aumento de preços, fechamento de empresas e desemprego.

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Nesse cenário, 51,5% disseram continuar apoiando a mudança mesmo diante dessas consequências. Já 27,3% afirmaram que a posição dependeria do tamanho do impacto causado na economia, enquanto 20,1% declararam ser contra a alteração caso esses efeitos negativos realmente ocorram.

Outro ponto abordado pelo levantamento foi o possível reflexo da medida em setores que funcionam diariamente, como supermercados, centros comerciais e lojas. Para 38,6% dos entrevistados, a redução da jornada pode prejudicar muito esses segmentos. Outros 9,7% acreditam que haverá um impacto menor, enquanto 8% avaliam que o prejuízo seria parcial.

Por outro lado, 41,4% disseram acreditar que a mudança não deve causar danos relevantes para esses setores, enquanto 38,6% acham que deve haver que possa prejudicar. 2,3% não souberam responder.

A pesquisa também identificou que grande parte da população defende uma discussão mais aprofundada antes de qualquer mudança definitiva. Segundo o levantamento, 53% acreditam que o Congresso Nacional só deveria avançar com a proposta após estudos detalhados sobre os impactos econômicos e sociais da medida.

Além disso, 54,5% dos entrevistados afirmaram que uma eventual transição para um novo modelo de jornada de trabalho deveria ocorrer de forma gradual, evitando mudanças bruscas no mercado.
Outro dado destacado pela pesquisa mostra que muitos brasileiros acreditam que pequenas e médias empresas podem ser as mais afetadas pelo novo formato de trabalho. Além disso, o aumento nos custos operacionais aparece como uma das principais preocupações apontadas pelos entrevistados, principalmente em setores que dependem de mão de obra contínua.

O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 25 de maio e ouviu 1.560 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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