O presidente Luís Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (10) a criação de um novo modelo de crédito habitacional voltado para a classe média. As mudanças começam neste ano e serão finalizadas até 2027 e representam uma nova modalidade de crédito que reestrutura a forma de financiamento imobiliário do país.
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Lula afirmou que o objetivo do novo programa é ampliar o acesso ao financiamento habitacional com juros mais acessíveis para quem ainda não consegue comprar a casa própria por meio das linhas tradicionais de crédito.
Com a reformulação, o valor máximo de imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) aumentará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
A medida também permitirá um maior acesso a imóveis em localizações mais próximas dos centros, ampliando o número de pessoas atendidas pelo serviço.
Uma das mudanças que vão ocorrer é na utilização dos recursos de poupança pelos bancos no financiamento de imóveis. O modelo atual exige que 65% dos valores da caderneta sejam destinados ao crédito habitacional, 20% ficam com o Banco Central em depósito compulsório e somente 15% estão livres para operações. A nova regra flexibiliza o percentual e dá mais liberdade às instituições, mantendo a obrigatoriedade de destinar recursos para o setor.
Além dessas mudanças, a nova medida encerra o modelo de depósito compulsório desses recursos no Banco Central, o que, segundo o governo, aumentará a oferta de crédito no mercado imobiliário.
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Segundo o jornal EXTRA, o governo estima que, com as mudanças, a Caixa Econômica Federal possa financiar mais 80 mil novas moradias até 2026, beneficiando um público que, até então, ficava fora das faixas atendidas pelos programas sociais de habitação.






