Justiça determina penhora de bens de Igor Kannário após dívida milionária com ex-produtora

A Justiça da Bahia determinou a penhora de bens do cantor Igor Kannário, em razão do não pagamento de uma multa milionária decorrente da quebra de contrato com sua antiga produtora, a Show Mix Produções. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (16), pela 2ª Vara Cível da Comarca de Salvador, após o artista não quitar os valores estipulados anteriormente.

Em 2024, a multa estipulada era de R$ 1 milhão. Com o atraso, o valor subiu para mais de R$ 3,23 milhões, que agora deverão ser pagos em até 15 dias — sob pena de novos desdobramentos judiciais.

O processo teve início em 2016 e transitou em julgado em outubro do ano passado, com atualização de juros mensais de 1%. Além da multa, o cantor deve arcar com os honorários advocatícios, o que eleva a dívida para R$ 2,17 milhões a mais.

“Ele não pagou espontaneamente, nem impugnou os valores. Diante dessa omissão, dessa inércia, nós, advogados da produtora, ingressamos com um pedido à juíza solicitando a penhora de contas bancárias”, afirmou o advogado Alano Frank em entrevista ao portal BNews.

Os advogados da Show Mix, Rafael Frank e Alano Frank, explicaram que Igor Kannário foi oficialmente intimado no dia 20 de março deste ano para regularizar os débitos. Porém, mesmo com o prazo transcorrido, o cantor não efetuou o pagamento.

Ainda segundo o BNews, diante da inadimplência, a Justiça autorizou a penhora de bens. A defesa da produtora também solicitou a retenção de 30% de todos os cachês e créditos oriundos dos shows realizados por Kannário.

Nos últimos meses, o artista se apresentou em eventos promovidos por prefeituras de diversas cidades baianas, como São Gonçalo dos Campos, Cabrobó, Esplanada e Porto Seguro. Segundo os autos, mesmo com a agenda cheia — sete apresentações só no mês de julho, com cachês que podem chegar a R$ 300 mil — Kannário teria sinalizado que não pretende facilitar o pagamento da dívida. Ele teria declarado que os valores exigidos “não seriam facilmente encontrados” em suas contas bancárias.

A decisão da Justiça marca mais um capítulo em uma disputa judicial que se arrasta há quase uma década e, agora, entra em fase de execução com medidas mais severas, como a penhora de bens e bloqueios financeiros.

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