Instituto critica letalidade policial na Bahia após 11 mortes em dois dias: “jovens negros das periferias”

Após o registro de 11 mortes em ações policiais em apenas dois dias na Bahia, a Iniciativa Negra, organização que atua na defesa da justiça racial e econômica, criticou, nesta terça-feira (27), o elevado número de óbitos decorrentes de intervenções policiais no estado.

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Segundo uma reportagem do Bahia.ba, a entidade afirmou que os episódios “reforçam que a política de segurança pública baiana continua produzindo um impacto desproporcional sobre corpos negros, especialmente em territórios periféricos”.

Já de acordo com os dados divulgados, entre o domingo (25) e a segunda-feira (26), 11 pessoas morreram em diferentes regiões da Bahia durante operações policiais. Todas as ocorrências foram oficialmente classificadas como confrontos com a Polícia Militar.

Para a organização, no entanto, a repetição desse tipo de desfecho revela um modelo de atuação que normaliza a morte como resultado da intervenção estatal. De acordo com Dudu Ribeiro, fundador do Instituto e especialista em segurança pública, os números não podem ser tratados como episódios isolados.

“Quando 11 pessoas morrem em ações policiais em apenas 24 horas, não estamos diante de exceções, mas de um padrão estrutural. Na Bahia, esse padrão tem cor, território e classe social. São, em sua maioria, jovens negros das periferias, alvos preferenciais de uma política que ainda confunde segurança com extermínio. Reduzir homicídios é importante, mas não basta quando o próprio Estado segue produzindo mortes”.

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