Através da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), o governo divulgou que, em 2026, o Brasil terá o “maior salário-mínimo dos últimos 50 anos em termos reais”. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.518,00 e, para o ano que vem, está previsto para chegar a R$ 1.630,00. A declaração da titular da pasta ocorreu na terça-feira (8) durante uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional.
Tebet explicou que cada real de aumento no salário mínimo possui impacto direto de R$ 420 milhões nas despesas públicas, devido a benefícios vinculados como aposentadorias e abonos. A proposta está em discussão no Congresso Nacional.
A emedebista destacou que as projeções orçamentárias para o ano que vem estão sendo feitas com “muito realismo”, uma vez que o Executivo tem como compromisso o cumprimento das regras do Arcabouço Fiscal e com a sustentabilidade da dívida pública.
Para 2026, a projeção é que as receitas primárias cheguem a R$ 3,197 trilhões (23,3% do PIB). Do total, R$ 2,107 trilhões (15,4% do PIB) se referem às receitas administradas pela Receita Federal. Para as despesas obrigatórias e discricionárias serão destinados R$ 2,385 trilhões (17,4% do PIB) e R$ 208 bilhões (1,5% do PIB), respectivamente.






