Funcionários denunciam IGH por supostas irregularidades trabalhistas na gestão do HGE

Funcionários da equipe de enfermagem no Hospital Geral do Estado, na capital baiana, denunciaram ao Noticiário Baiano uma série de irregularidades trabalhistas como atrasos nos pagamentos, descontos “inexplicáveis” em contracheque e registros de função incorretos.

De acordo com a denunciante, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que administra a importante unidade de saúde, mantém colaboradores sob contrato de emergência há cerca de dois anos. Ela destaca que os salários não são pagos na data pré-estabelecida e nem comunicam sobre uma previsão, deixando-os inseguros.

Também foi citado que alguns dos profissionais estão atuando com códigos de ocupação diferentes das suas funções, a correção foi realizada, mas a diferença salarial ainda não foi distribuída. Ainda relatam descontos indevidos em folha, que quando questionados aos superiores, não há um retorno claro acerca do assunto.

“Atrasos salariais são frequentes. Os salários raramente são pagos até o 5º dia útil. Em muitos meses, não há qualquer previsão de pagamento, deixando os trabalhadores inseguros e em situação de vulnerabilidade”, reclamou uma funcionária ao Noticiário Baiano. A profissional prefere não se identificar com receios de represália.

A denunciante também fez relato acerca de descontos indevidos no contracheque: “Temos observado descontos mensais não explicados pela empresa. Quando questionamos, não recebemos respostas claras sobre a origem desses valores descontados”.

Além dos problemas com pagamentos, a denúncia também revela que existe um ambiente identificado como “Conforto de Enfermagem”, onde há apenas duas camas para os profissionais descansarem e não tem um banheiro exclusivo para os profissionais, que dão plantões exaustivos no HGE

“O Conforto de enfermagem é horrível, sem banheiro, somente duas camas e o restante dorme no chão. Até o pagamento do FGTS descobrimentos que não foi feito este mês, mas foi descontado em folha”, denunciou.

Diante dos fatos citados, a denunciante solicita “providências urgentes, pois a situação tem causado prejuízos financeiros e emocionais à equipe, além de caracterizar diversas violações da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, citou a funcionária.

A reportagem do Noticiário Baiano procurou a equipe da IGH e, também, da Secretaria de Saúde da Bahia, e aguarda retorno para atualização da matéria.

Atualização às 14h

A Sesab negou, em nota, que haja algum pendência financeira: “A denúncia não procede. Não há qualquer débito com o IGH e os funcionários que atuam no HGE”.

Edit Template
© 2025 Criado por Jousites