A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o senador Jaques Wagner (PT-BA) continuará como líder do governo no Senado, apesar das críticas internas à sua condução do projeto de lei da Dosimetria, aprovado pela Casa e que reduz penas de condenados do 8 de janeiro.
Um ministro criticou o senador pela forma como conduziu o projeto de lei da Dosimetria, que diminui as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras pessoas condenadas, mas afirmou que ele não será afastado do posto.
“Não, isso não está em discussão. Jaques tem confiança no governo, mas foi um erro”, disse ao Globo.
Segundo o BNews, Wagner explicou que fez um acordo para permitir que o projeto da Dosimetria avançasse na tramitação. Ele assumiu a responsabilidade pela negociação, depois que a ministra negou publicamente qualquer acordo relacionado ao tema.
Em troca, ele conseguiu apoio para acelerar outro projeto importante para a equipe econômica, que reduz incentivos fiscais e aumenta impostos sobre apostas, fintechs e juros sobre capital próprio. Esse projeto também foi aprovado pelo Senado.
Depois da aprovação do projeto da Dosimetria no Senado, Gleisi criticou a atuação de Wagner e anunciou que o presidente Lula vai vetar a proposta.
Em resposta, o senador disse que a ministra faz “um debate raso e superficial”.
“A redução das penas de Jair Bolsonaro e demais golpistas, aprovado agora à noite no Senado, é um desrespeito à decisão do STF e um grave retrocesso na legislação que protege a democracia. A condução desse tema pela liderança do governo no Senado na CCJ foi um erro lamentável, contrariando a orientação do governo que desde o início foi apresentada à proposta. O presidente Lula vetará esse projeto. Condenados por atentar contra a democracia têm de pagar por seus crimes”, disse nas redes sociais.
Wagner reclamou que a divergência foi discutida pelas redes sociais.
“Lamentável é nos rendermos ao debate raso e superficial. É despachar divergências de governo por rede social”.
Com a aprovação do projeto, o PT e o PSB entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a medida.






