Família discorda de versão dada para morte de funcionário da Moura Dubeux

A família de Willian Santos de Oliveira, funcionário da Moura Dubeux, que morreu após ser atingido na cabeça pela escora de uma obra no Horto Florestal, em Salvador, na última sexta-feira (19), contestou à versão dada pela delegacia que investiga o caso. Segundo familiares, o objeto caiu do 13º andar do prédio, e não de aproximadamente 30 metros, como é citado no boletim de ocorrência.

De acordo com Joana Oliveira, esposa de Willian, ele foi levado pelos ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde realizou duas cirurgias, mas não resistiu. Joana recebeu a notícia através de um colega de trabalho da vítima. “A empresa não entrou em contato comigo. Fui avisada por um colega para ir correndo ao hospital”, informou.

Ainda segundo familiares, o socorro pode ter sido feito de forma inadequada. “Ele foi atingido na cabeça e levado por colegas que podem não ter realizado os procedimentos corretamente. O Samu deveria ter sido acionado”, relatou Jadson Oliveira, tio da vítima.

Em nota enviada à imprensa, a empresa informou que tem fornecido todo o suporte necessário à família, além de reafirmar “o compromisso com a segurança, seguindo rigorosamente todas as normas previstas na legislação vigente e adotando medidas de proteção coletiva e individual para todos os profissionais envolvidos nos projetos que executa”.

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A família de Willian relatou que vai entrar com ação trabalhista contra a empresa, cobrando reparação por danos morais e materiais. O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu investigação para apurar se as normas de segurança do trabalho foram seguidas e garantir medidas preventivas para evitar novos acidentes.

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