Fábio Villas-Boas comenta diagnóstico recebido por Otto Alencar

O senador Otto Alencar precisou passar por uma cirurgia neste fim de semana após se sentir mal e ser diagnosticado com uma bradicardia, durante volta de uma agenda política na cidade de Lapão.

Nas redes sociais, fãs do parlamentar, além de políticos e amigos, se solidarizaram com o ocorrido e desejaram pronta melhora para o presidente do PSD do estado.

Na manhã desta segunda (9), durante a Coluna “Esse é o Ponto”, apresentada pelo jornalista Victor Pinto na Rádio BandNews FM Salvador, o programa recebeu o médico cardiologista e ex-secretário estadual da Saúde do estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, para comentar a respeito do caso.

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O profissional da saúde especificou do que se trata, além de responder a outras perguntas a respeito do assunto.

“Bradicardia é quando o coração bate numa frequência abaixo de 50. Mas essas bradicardias que levam a necessidade de marca-passo em idosos, decoram quase sempre de uma doença degenerativa do sistema de condução elétrica do coração. O coração, além do músculo, ele tem uma série de ‘fiozinhos’ adentro que levam o estímulo que ele recebe para todas as partes e faz com que o coração passe. Então, quando a pessoa tem uma frequência cardíaca muito baixa, quando o coração bate muito lentamente, isso pode fazer com que surjam sintomas e geralmente são sintomas de tontura, porque o coração está batendo ali 40, 50, batimentos por minuto, (3:08) o sinal de alerta é a tontura. A decisão do implante de marca-passo é crítica. Ela está associada à bradicardia sintomática ou em distúrbio de condução com alto risco de assistolia. Ou seja, de coração parar e bater de vez a pessoa morrer”, disse o especialista.

Questionado pelo apresentador se o problema poderia ter alguma semelhança com um infarto ou da bradicardia ser o inverso de uma rítmia, Fabio Vilas-Boas negou e explicou a diferença dos casos:

“Por definição, é uma arritmia, mas é uma arritmia bradicárdica. Existem as arritmias taquicardias, existem vários tipos de arritmia. Bradicardia é uma delas. O que é importante as pessoas saberem é que ter um implante de marca-passo é algo extremamente seguro. Os marca-passo estão aí na cardiologia há mais de 50 anos”, respondeu.

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“Hoje eles são aparelhos menores do que uma caixinha de fossa do tamanho de uma caixinha daquela de chiclete Adams, de duas pastilhas pequenas, que é implantado embaixo da pele do músculo a clavícula, do lado do pescoço e um fio conectado dentro do coração e passa a comandar os batimentos cardíacos. Como paralelamente nós tivemos uma evolução muito grande da informática, esses aparelhos, eles são extremamente inteligentes, se adaptam perfeitamente ao funcionamento do coração e quem os tem não tem nenhum sentimento, não sente nada, não sente choque, não sente e nem lembra que tem um aparelho que fica no corpo por pelo menos 10 anos, até depois trocar bateria”, complementou.

Por fim, perguntado se a bradicardia seria um quadro corriqueiro para idosos, o médico cardiologista afirmou ser algo verídico e ressaltou não precisar haver tanta preocupação:

“É extremamente comum, não é algo que se deva ter uma preocupação maior. Geralmente o coração ele avisa. Nós humanos evoluímos ao longo de dezenas de milhares de anos e existem sistemas de backup. Então, se por acaso o foco do coração lá em cima, que é chamado de Noximazol, que é onde dispara o estímulo para o coração bater, se esse foco ele fibrosar, nós temos o que chamaos de doença do Nóximozal. Entre a parte de esquina e a parte baixa do coração, separa o átrio do ventrículo, tem um outro ponto de parada, como se fosse uma estação de metrô desse estímulo, que serve para frear estímulos muito rápidos, chamado de Nó-Átrioventricular”, comentou

“Esse Nó, às vezes, ele também fibrosa e bloqueia a passagem dos estímulos de cima para baixo. Só que mesmo que aconteça uma doença no Nó-Sinuzal ou no Nó-Átrioventricular, o músculo do coração tem focos de reserva que começam a aparecer e manter a pessoa viva. Só que eles disparam numa frequência muito baixa, de 30, e aí a pessoa vai ficar tonta, vai se sentir mal e vai procurar assistência. A natureza é muito sábia, o coração funciona muito bem. É muito difícil a pessoa vir a morrer por um problema desse de bloqueios, mas existe a possibilidade”, finalizou.

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