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Ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara, Joice Hasselmann declara voto em Lula: “Família miliciana ligada a facções criminosas”

Por Mateus Pereira•
Ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara, Joice Hasselmann declara voto em Lula: “Família miliciana ligada a facções criminosas”
Crédito: Redes Sociais/Manoella Mello - Globo
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A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann publicou nesta quinta-feira (22), por meio das redes sociais, um vídeo declarando voto em Lula (PT) no segundo turno na disputa pela Presidência da República.

Na gravação, a ex-parlamentar recorda sua trajetória política, com ampla atuação contra o PT e sua participação na campanha de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

“Jornalista, enfrentei a esquerda quando quase ninguém na mídia tinha coragem. Foram mais de 20 anos de enfrentamento ao Lula e ao PT. Processei Lula, fui processada por ele. Em 2015, demitida da Veja por dizer que Lula e Dilma roubaram o futuro do Brasil. Continuei firme.”Fui a primeira mulher com expressão nacional a pegar pelas mãos dele e a rodar o Brasil. Entrei, como se diz, na cozinha dele. Lutei pelo que eu acreditava ser uma grande mudança. Lutei pelo que acreditei que seria a maior frente de combate à corrupção desse país. Lutei pela esperança de um Brasil melhor.”

Ex-líder do governo Bolsonaro no Congresso, Joice afirmou que “suas esperanças por um Brasil melhor” minaram ainda no primeiro ano de mandato do ex-presidente.

“Eu vi o clã por dentro. Começou com a podridão dos filhos, a farsa da esposa, vieram os aliados corruptos e a corrupção foi acontecendo de forma quase industrial. Eu errei em ajudar, mas não poderia ficar de braços cruzados. Fui a primeira a denunciar a existência da minuta do golpe que estava na gaveta do presidente da república. Levei informação ao presidente do STF. Esta minuta já existia no primeiro ano de governo”, pontuou.

Na gravação, a ex-deputada destaca que não acredita que os candidatos sejam iguais, e com isso, decidiu votar em Lula no próximo domingo (25).

“Um tem ideias que combato há décadas, mas dentro das regras da democracia. O outro, a família miliciana ligada a facções criminosas, a família capaz de qualquer coisa, inclusive de mandar matar, é o grupo que representa ódio, mentira, violência, crimes, roubo. Gente que nunca trabalhou, nunca produziu nada, além de maldade e perversidade, e que vive do dinheiro público recebido e roubado. Gente que destrói quem questiona. Democracia, para eles, é um obstáculo, uma afronta. Então, apesar de todo o meu histórico de enfrentamento ao PT, domingo, dia 25, eu, Joyce Hasselman, voto Lula. Sem medo. Dia 26, volto ao debate de ideias”, frisou.