Estudantes da UNIFACS organizam protesto contra aumento das rematrículas e mensalidades

Os grandes aumentos nas rematrículas e mensalidades das universidades de Salvador parecem não ter fim. Desta vez, a UNIFACS, com diversos campus na capital baiana, tem sido alvo de protestos dos estudantes.

Por meio das redes sociais, estudantes organizaram um movimento estudantil contra os valores que, segundo eles, são abusivos e exorbitantes. Conversas com a coordenação foram realizadas, mas até o momento não houve uma resolução do caso.

Nos últimos dias, alunos da Instituição de ensino superior entraram em contato com o Noticiário Baiano. De acordo com relatos, muitos alunos não têm conseguido arcar com os altos custos. Alguns deles, inclusive, tendo que trocar de universidade ou desistindo da vida acadêmica.

Confira os principais destaques do dia!

Uma estudante, que não quis se identificar, diz ter desistido do seu sonho de se formar no ensino superior. O motivo foi em razão dos reajustes feitos após alguns semestres: “De início, foi um valor ok, porque deu pra mim e eu aceitei. Comecei a pagar. Quando foi na virada de um semestre pro outro, eles disseram que ia ser 1.100, na hora de vir o boleto, veio um boleto totalmente diferente. Veio bem mais. Veio 1.600. E, como eu não tive condições, naquela época, não tinha como recorrer, né? Eu tive que sair, realmente. Até, como Deus permitir, eu voltar”, lamentou.

Para ajudar na batalha que tem sido travada, Kaique Araújo, vereador do município de Camaçari e presidente do PT da cidade, esteve presente em um campus para conversar com responsáveis do Centro Universitário. Ele alega não ter conseguido resolver o problema.

No vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar afirma que “é fundamental que o Ministério Público e o Procon apure os fatos e devolva aos nossos estudantes a possibilidade de concluir o curso de forma tranquila e pacífica’’, disse.

O Ministério Público, na última semana, instaurou um inquérito Civil Público (ICP) que investiga a Unifacs por práticas abusivas. No total, 14 possíveis irregularidades estão sendo apuradas, de acordo com o Bnews.

Um protesto em frente à universidade está marcado para o dia 29, que deve marcar, de vez, um momento decisivo para a conclusão do caso.

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