Entre igrejas e terreiros: o que as pessoas estão buscando?

“Andressa Urach conseguiu o feito de envergonhar evangélicos e umbandistas” foi o comentário que eu mais li no meu feed agora que a loira se descobriu adepta da religião de matriz africana. Antes, ela se vinculou à Igreja Universal do Reino de Deus. Sabe o que isso significa na minha visão de psicóloga? Nada, porque além de ser proibido esse tipo de análise pública, eu não atendo ela. Mas, como pessoa, essa moça me parece carente de família. E isso me fez pensar o motivo pelo qual as pessoas dão valor a uma religião.

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Uma vez, não lembro quem, me disseram assim: “a igreja é mãe e Deus é pai”. É comum que a gente busque esse tipo de alento quando nos aproximamos de uma religião. A solidão e conflitos internos podem ser aplacados com esse vínculo, pois estar num grupo, fazer o bem e orar traz o sentimento de bem-estar. E talvez seja esse o caso de Andressa.

Um estudo revela que a oração ativa áreas ligadas à atenção, emoção e significado. Há aumento de atividade em regiões frontais (foco e intenção), redução da atividade no lobo parietal e sensação de “união com algo maior”, além da ativação do sistema parassimpático, promovendo relaxamento físico, menos estresse e menor frequência cardíaca. Resultados semelhantes também podem ser atingidos com meditação.

Ou seja, não é à toa que oração e meditação ganham tanto espaço na sociedade. Há um significado simbólico transformador importante e, por trás, toda uma química cerebral modulando positivamente o comportamento da pessoa.

E é nesse ponto que muita gente se apega, não só ela. Mesmo que a pessoa fique meio abestalhada, ameaçando os outros com as entidades que a acompanham. Mas sabe o que é isso, né? O senso de proteção… Porque custa acreditar que não exista ninguém por nós, quando não há mais ninguém em vida para nós.

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