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Em meio à polêmica com Jorge e Mateus, Tinoco defende liberdade política dos artistas: “Não podemos admitir censura”

Por Mateus Pereira•
Em meio à polêmica com Jorge e Mateus, Tinoco defende liberdade política dos artistas: “Não podemos admitir censura”
Crédito: Noticiário Baiano
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O vereador de Salvador, Claudio Tinoco (União Brasil), esteve presente nesta quarta-feira (4) na Câmara Municipal de Salvador e conversou com a equipe do Noticiário Baiano a respeito das polêmicas envolvendo contratações de artistas para o Festival da Virada.

Declaradamente de esquerda, ao contrário da gestão de Salvador, Daniela Mercury e a banda Baiana BaianaSystem foram oficializados no evento. Por outro lado, a dupla sertaneja Jorge e Mateus, que têm sido alvo de críticas em todo o nordeste por terem apoiado Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, foi amplamente reprovada. Em Fortaleza e Recife, a dupla, inclusive, teve seu shows cancelados.

Ao abordar o caso, Tinoco destacou que não pode haver censura por conta de opiniões políticas distintas e relembrou seu trabalho enquanto secretário de Cultura e Turismo na capital baiana.

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“Nós não podemos admitir que haja censura, porque o artista como cidadão se posiciona diferente politicamente. Em Salvador isso nunca existiu. Eu fui secretário de Cultura e Turismo na gestão de ACM Neto e gente implantou a Casa do Carnaval, por exemplo, trazendo artistas das mais diversas correntes, não só musicais, como da sociedade também”, pontuou.

Por fim, o vereador frisou que os posicionamentos políticos aconteceram somente durante as eleições e que, após a finalização do período, é necessário que tudo seja superado.

“Não vamos admitir censura por questões políticas nos festivais de música, seja no Carnaval, seja no Festival da Virada, seja em qualquer ato promovido pela Prefeitura de Salvador. Não existiu e não existirá. Até mesmo porque as posições foram tomadas no momento eleitoral. Já passou. O palanque foi desmontado. Não só isso deve servir para toda a sociedade, mas sobretudo para a cultura, para a arte, para a música”, destacou.