Alvo de críticas nos últimos dias por ter sido escolhida para dirigir a Comissão da Mulher na Câmara, Erika Hilton concedeu entrevista para o portal Metrópoles e comentou a respeito do caso.
Questionada pelo jornalista Paulo Capelli sobre o que faria se encontrasse com o apresentador Ratinho, a parlamentar afirmou que ficaria em silêncio e ressaltou que o programa do comunicador “já passou do tempo”.
“Nada. Não diria nada, porque eu acho que existem limites do diálogo. Eu acho que quando você vai a um programa de televisão em rede aberta, uma concessão pública, num horário de alta audiência, não me parece que é o caso do programa dele, porque parece que a audiência não tem sido muito boa. É um programa que já está um pouco obsoleto, ultrapassado, mas você vai a um programa que está na televisão, na TV aberta, e você se sente autorizado a primeiro ir para o campo da política, não só dar uma opinião, mas agredir uma parlamentar. Porque você dizer que uma pessoa não é mulher porque ela não tem útero, é você violar várias mulheres que também não têm útero e são cisgêneras. É você violar mulheres que não menstruam e ainda fazer isso de cunho misógino”, disse.
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Na entrevista, Erika aproveitou para destacar que Ratinho é caracterizado por falas machistas, mas que, dessa vez, ele mexeu com uma “mulher grande”.
“O apresentador é agressivo. O apresentador incorre em crime. Mais de uma vez, ele sempre tatua as mulheres com um tom de menosprezo. Há inúmeros episódios de comportamento machista. Há episódios de comportamento racista. É que dessa vez ele mexeu com uma mulher grande, uma mulher que mobilizou a sociedade, uma mulher que fez com que as pessoas se indignassem. E tomei todas as medidas que achava cabíveis. Tomei as medidas direcionadas ao apresentador, tomei as medidas pedindo para que o SBT fizesse uma retratação e tomei as medidas para que, caso isso não aconteça, a suspensão do programa também seja”, continuou.
Confira o vídeo abaixo:






