Durante sessão das bets, presidente do Fluminense afirma: “O drama do desemprego não pode ser menor que o de uma família endividada”

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que uma eventual proibição das apostas esportivas no Brasil pode provocar demissões em diferentes setores do futebol. A declaração foi feita durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3), que debate os impactos das plataformas de apostas no país.
Durante a manifestação, o dirigente reconheceu os problemas sociais provocados pelas bets, especialmente o endividamento das famílias, mas defendeu que os efeitos econômicos da atividade também sejam considerados. “Eu ouvi muito se falar sobre drama, o drama das famílias, o drama do endividamento, e isso é verdade. O Fluminense não nega isso. Só que também, excelência, existe um drama do desemprego”, declarou.
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Montenegro questionou como os clubes conseguiriam manter suas estruturas caso perdessem as receitas provenientes dos contratos com empresas de apostas. “O que os clubes vão fazer se a receita acabar?”, perguntou.
O presidente tricolor também alertou para os impactos que a possível perda de patrocínios teria sobre as equipes de menor porte, que dependem mais dessas fontes de financiamento. Segundo ele, a medida poderia atingir trabalhadores de diferentes áreas da cadeia do futebol.
“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, especialmente das agremiações menores com base nessa perda de receita”, afirmou.



