Vinte e oito deputadas de oposição protocolaram um projeto que altera o regimento interno da Câmara para impedir que a deputada Erika Hilton (PSol) presida a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A proposta gerou polêmica nas redes sociais e dividiu internautas.
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O projeto prevê que a presidência e as vice-presidências da comissão sejam ocupadas “por deputadas do sexo feminino, indicadas pelos líderes partidários a que forem destinadas as respectivas vagas”.
Segundo uma reportagem do Metrópoles, o projeto cita outros órgãos e funções da Câmara que já são “geridos exclusivamente por mulheres”, a exemplo da Procuradoria da Mulher, da Coordenadoria dos Direitos da Mulher e do Comitê de Defesa da Mulher contra Assédio Moral ou Sexual.
“As deputadas, de forma contundente e uníssona, manifestaram o entendimento de que o cargo deve ser ocupado por mulheres — mulheres biológicas, que carregam consigo a vivência feminina desde o nascimento e que, portanto, possuem a legitimidade inquestionável para defender as bandeiras das mulheres que de fato sentem, em seu cotidiano, as agruras e os desafios da condição feminina”, sustentam.






