A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para “realização urgente de procedimento cirúrgico”. Bolsonaro passou por exames de ultrassonografia na neste domingo (14), na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde está preso.
Segundo ao STF, a defesa relatou que os médicos, após a realização de exame, identificaram duas hérnias inguinais e recomendaram um procedimento cirúrgico urgente. A cirurgia não pode ser realizada em ambiente prisional, e o tempo previsto para observação hospitalar, indicado pela defesa para ser o DF Star, varia entre 5 e 7 dias.
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“O médico responsável pelo acompanhamento, Dr. Claudio Birolini, elaborou novo relatório médico, no qual, de forma expressa e fundamentada, reitera a necessidade de realização do procedimento cirúrgico de herniorrafia inguinal bilateral, em regime de internação hospitalar, sob anestesia geral, com tempo estimado de permanência entre cinco e sete dias”, relatou a defesa de Bolsonaro.
Os advogados ressaltaram que a cirurgia é de “máxima urgência”. “A indicação médica formal de cirurgia imediata apenas tornam mais evidente o risco concreto à integridade física do sentenciado caso permaneça em regime fechado, sem acesso contínuo, célere e adequado aos cuidados médicos de alta complexidade de que necessita”, afirmou a defesa.
De acordo com o portal Metrópoles, os advogados ainda voltaram a pedir a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. “Não se está diante de hipótese remota ou preventiva abstrata, mas de necessidade médica atual, objetiva e comprovada, cuja postergação expõe o peticionário (Bolsonaro) a risco real de agravamento súbito, internação emergencial e possíveis complicações cirúrgicas evitáveis. A realização do procedimento de forma planejada, em ambiente hospitalar adequado, com acompanhamento pós-operatório e fisioterapia motora, revela-se não apenas recomendável, mas indispensável”, disseram os advogados no pedido.






