O presidente do Partido Liberal na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, foi convocado para prestar esclarecimentos na CPI do Crime Organizado, segundo informações da revista Veja. A investigação é sobre supostas ligações com o banqueiro Augusto Lima.
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A CPMI foca na expansão das operações do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central do Brasil em 2025, e no credenciamento do banco para atuar com crédito consignado no fim do governo anterior.
O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro é apontado como um aliado estratégico que teria facilitado a abertura de espaço para o grupo financeiro em diferentes esferas da administração pública.
De acordo com a reportagem, a proximidade entre João Roma e os sócios do banco, investigados na Operação Compliance Zero, pode gerar desgastes significativos na imagem de seus aliados políticos. O cenário atinge diretamente a articulação para as próximas eleições, já que o ex-ministro é cotado para integrar a chapa encabeçada por ACM Neto.
A situação, que antes parecia restrita a outros grupos partidários, incluindo o PT, agora provoca ruídos internos e levanta questionamentos sobre sua candidatura ao senado e apoio a ACM Neto.
João Roma falou ao NB sobre o Banco Master
Em entrevista exclusiva ao Noticiário Baiano em fevereiro deste ano, Roma disse que não tem relação com o assunto.
“Olha, não é um assunto meu essa questão, certo? Nem administrativamente, nem negocialmente. Então é fundamental que as pessoas estejam isso com clareza”, disse.






