Na noite desta terça-feira (9), a Seleção Brasileira sofreu uma dura derrota por 1 a 0 diante da Bolívia, em jogo válido pela 18ª e última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Disputado no Estádio Municipal de El Alto, localizado a 4.100 metros de altitude, o confronto foi marcado pelas dificuldades físicas enfrentadas pelos brasileiros e pela histórica atuação da seleção boliviana, que garantiu vaga na repescagem após mais de três décadas longe dos holofotes do Mundial.
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Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil já estava matematicamente classificado para a Copa, mas entrou em campo com uma equipe alternativa e claramente abatida pela falta de ar e desgaste físico causados pela altitude extrema. Do outro lado, a Bolívia encarava o duelo como uma final. Precisando da vitória para manter vivo o sonho de disputar apenas sua segunda Copa do Mundo — a primeira desde 1994 — os bolivianos foram superiores do início ao fim.
O único gol da partida veio aos 45 minutos do primeiro tempo. Em cobrança de pênalti, Miguelito, jovem de 21 anos revelado na base do Santos e atualmente no América-MG, bateu com categoria e garantiu a vitória da seleção boliviana. O camisa 10 entrou para a história ao colocar a Bolívia na repescagem intercontinental, contando com a combinação de resultados que incluiu a derrota da Venezuela para a Colômbia.
Durante os 90 minutos, a superioridade boliviana foi evidente. Com fôlego renovado e motivação em alta, os donos da casa pressionaram desde os primeiros minutos. O Brasil, por sua vez, se defendia como podia, sofrendo com os efeitos da altitude. Alisson, goleiro da seleção, foi o destaque brasileiro com boas defesas, especialmente em chutes de longa distância, como o disparo perigoso de Haquín.
As investidas brasileiras, principalmente pela esquerda com Samuel Lino, mostraram algum potencial, mas foram neutralizadas pela falta de ritmo e resistência dos jogadores. As raras arrancadas da Canarinho acabaram sem efeito, diante de um adversário mais adaptado e determinado.
A derrota marca o primeiro revés do Brasil sob o comando de Carlo Ancelotti e levanta questionamentos sobre a preparação da equipe para ambientes adversos. Para a Bolívia, no entanto, o resultado é um marco histórico. O sonho de disputar novamente uma Copa do Mundo continua vivo — e agora passa pela repescagem.
Com o apito final, a comemoração foi toda verde. A torcida boliviana, em êxtase, viu a esperança renascer em El Alto, enquanto os brasileiros deixaram o campo ofegantes, cabisbaixos e com a lição de que, na altitude, a bola também sobe — mas a história desce pesada quando se perde o fôlego.
Texto reproduzido pela Redação do Galáticos Online






