Com boné “anti trump”, Lula participa de reunião e chama Eduardo Bolsonaro de traidor

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da reunião ministerial nesta terça-feira (26), com um boné azul em que estava escrito “O Brasil é dos brasileiros”, uma provocação ao americano Donald Trump, conhecido pelo boné vermelho do “Make America Great Again”. Outros ministros também estavam usando o boné, que tem sido vestido por governistas desde o início do ano.

De acordo com o portal Terra, Lula também falou que o Brasil não é subalterno nem aceita “petulância de ninguém”. O petista ainda chamou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de “traidor” e pediu uma “frente de batalha” no campo da política contra o parlamentar, que está nos Estados Unidos e tem atuado em prol das tarifas contra o Brasil.

No início da reunião, Lula falou sobre traição de Eduardo Bolsonado. “O que está acontecendo hoje no Brasil com a família do ex-presidente e com o comportamento do filho dele nos Estados Unidos é possivelmente uma das maiores traições que uma Pátria sofre de filhos seus. Não existe nada que possa ser mais grave que uma família inteira ter um filho custeado pela família. Um cidadão que já devia ter sido expulso da Câmara dos Deputados insuflando com mentiras e com hipocrisias um outro Estado contra o Estado Nacional do Brasil. Isso é inexplicável. Nós vamos ter que fazer disso uma frente de batalha no campo da política, não do governo, para que a gente possa fazer com que esse País seja respeitado”, finalizou.

Ainda de acordo com a reportagem, Lula ainda relatou não conhecer, na história do Brasil, algum momento em que: “Um traidor da Pátria teve a insensatez de mudar para um país que ele está adotando como Pátria, negando sua Pátria, e tentando insuflar o ódio de alguns governantes americanos contra o povo brasileiro. Isso é inaceitável. E é importante que cada ministro faça questão de retratar a soberania desse País. Nós aceitamos relações cordiais com o mundo inteiro, mas não aceitamos desaforo, ofensas e petulância de ninguém”, acrescentou o presidente.

Lula aproveitou a reunião para prestar solidariedade ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que teve o visto revogado pelo governo Trump.

“Gesto irresponsável dos Estados Unidos de caçar o seu visto. A verdade é que eles estão deixando de receber uma personalidade da sua competência, da sua capacidade, eu acho que é vergonhoso para eles e não para você. Você deve ter orgulhoso do que você fez para que os caras tivessem tanto ódio do Brasil para que chegassem a suspender o visto do nosso Ministro da Justiça. Atitudes inaceitáveis”, informou o presidente.

Durante a reunião, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, também afirmou que é injusta a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros impostas pelo governo dos Estados Unidos e disse que foca em medidas pontuais para ‘preservação do emprego’. “Quero destacar a injustificada medida americana, extremamente injusta e a disposição do presidente Lula ao diálogo permanente para a gente corrigir essa questão. Enquanto isso, medida focada, pontual, temporária de apoio às empresas e preservação do emprego”, relatou Alckmin.

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