Os alimentos que compõem a cesta básica dos moradores de Salvador, capital da Bahia, registraram redução pelo quarto mês consecutivo, encerrando novembro com queda de 1,42% em relação ao mês anterior. É o que aponta o levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
De acordo com o órgão, a pesquisa foi realizada com 3.507 cotações de preços em 92 estabelecimentos comerciais, incluindo supermercados, açougues, padarias e feiras livres da cidade. Os dados mostram que a cesta básica na capital baiana passou a custar R$ 557,62 em novembro de 2025.
Dos 25 produtos que compõem a cesta, 14 registraram redução nos preços. O tomate liderou a queda, com recuo de 21,51%, seguido por flocão de milho, queijo prato, linguiça calabresa, leite, queijo muçarela, cenoura, arroz, manteiga, café moído, óleo de soja, açúcar cristal, farinha de mandioca e pão francês.
Entre os alimentos que apresentaram alta estão a cebola, com 13,19%, além de carne de segunda, carne de primeira, batata inglesa, frango, macarrão, carne de sertão, maçã, feijão e ovos de galinha. Apenas o preço da banana-prata se manteve estável.
Denilson Lima, economista da Pesquisa de Preços ao Consumidor da SEI, afirma que “pelo segundo mês consecutivo, o elevado nível de oferta foi um dos principais fatores que contribuíram para a redução dos preços dos produtos que compõem a Cesta Básica de Salvador”.
Denilson destaca que o aumento expressivo na oferta resultou em uma “forte queda nos preços de leite e seus derivados, pois a demanda não foi capaz de absorver o elevado volume disponível no mercado”.
Chegada do final do ano
Para a comerciante Jaqueline Lima, que atua no ramo de frutas há pelo menos três anos, as frutas e verduras estão com preço “em conta”. No entanto, ela afirma que, com a chegada do final do ano, a tendência é de aumento: “com a chegada da semana do natal vai começar aumentar, como sempre, ano passado foi o mesmo”.
Ainda segundo ela, em períodos festivos, os preços sobem: “sempre quando chega época de festa: São João, Natal, Semana Santa os preços sobem. Uma semana, duas antes os preços sobre e tem vez que quando passa um, dois ou tres dias o preço cai”






