Investigadores do Caso Master, após colherem material, apontam que a amostra obtida tem potencial para “resetar” a República. Com isso, ministro do Supremo veem a continuidade do ministro Dias Toffoli continuar como relator do caso como inviável.
Agora, a Polícia Federal apura se ocorreu pagamentos ao ministro relacionados a Daniel Vorcaro e ao banco.
Nesta quarta (11), a PF entregou ao ministro Fachin, presidente do STF, um relatório da perícia realizada no celular do proprietário do banco, que tem sido investigado por fraudes financeiras bilionárias. Foram encontradas menções a Toffoli nas mensagens, de acordo com o G1.
Em nota divulgada, Toffoli esclareceu que tem participação societária na empresa Maridt, administrada por seus irmãos, José Carlos e José Eugênio, e negou ter qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro.
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Ainda de acordo com o comunicado, a Maridt é uma empresa familiar organizada como sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com declarações regularmente apresentadas à Receita.
Segundo informações do portal, a PF não pediu a suspensão de Toffoli, embora ele seja declarado suspeito e citado nas mensagens entregues ao STF.
Mesmo ainda não tendo sido suspenso, a permanência de Toffoli na relatoria é vista hoje como insustentável. Mesmo que ele apresente explicações e sustente a legalidade de um contrato para receber pagamentos, o ponto sensível permanece: como justificar a situação tendo recebido recursos ligados ao banco Master, alvo do inquérito pelo qual ele mesmo é responsável.






